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domingo, 6 de setembro de 2009

Notícias do Front *7

Ei, voltei! Alguém aí ainda lembra dessa coluna semanal dedicada a delírios surtados de uma vciada em Lost, séries em geral, livros e internet?! A primeira coluna, que não foi, é de Outubro de 2007, deu uma parada e voltou excepcionalmente em Agosto de 2008, edição especial da Bienal. Apenas 6 colunas em 1 ano, e uma longa ausência.



Não por falta de assunto, mas por falta de tempo! Mas, tá na hora de assumir compromissos e honrá-los. A coluna vai voltar (inclusive, vou tentar ressucitar um outro projeto, o Viajando com as Jaters, lembra?), todo domingo, sem falhar, só se acontecer alguma coisa muito grave!

Para essa reestréia, vou falar de duas situações idênticas, ocorridas em sessões especiais para fãs, de filmes voltados para o público teen: Crepúsculo e Harry Potter e o Enigma do Principe.

Há alguns anos, notícias dos filmes não davam muitos detalhes, só se sabia do filme quando chegava próximo da estréia e só via as cenas quem pagava ingresso e assistia. Hoje, com o advento da internet, tudo está mais perto, mais fácil e mais sem graça. Os boatos correm, as notícias se espalham, cenas inteiras são divulgadas na rede e quando chega ao cinema, o filme já foi tão exaustivamente analisado que nem a atmosfera mágica da sala escura dá conta de prender a atenção do público (que paga, e caro, o ingresso).

Esta situação ficou clara para mim, em Dezembro de 2008, quando me juntei a cerca de 150 pessoas, em sua maioria meninas adolescentes, todos fãs de Crepúsculo. Eu tinha evitado ver vídeos e fotos divulgados na net, e ler descrição e detalhes das cenas, queria conferir tudo pela primeira vez em tamanho "G". E quando o filme começou, foi aquela adrenalina, aquela gritaria, ai aparece a familia Cullen, ai aparece o Edward, e eu gritando junto. Então, o filme foi rolando e a gritaria passou a ficar sem sentido. Não tinha mais nada a ver com as cenas ou com os atores, só um jeito de passar o tempo até acabar a projeção. Só havia uma explicação: as cenas já tinham sido tão vistas na internet, que não tinham mais atrativo! Todo mundo já sabia o que acontecia, como acontecia e como eram os personagens. E eu fiquei lá sentada, escutando os berros e tentando aproveitar alguma coisa do filme.

Mas quem disse que eu aprendi com o erro? Em Julho deste ano, fã recente de Harry Potter, resolvi acompanhar a sessão de fãs do 6º filme. Desse então não sabia nada mesmo, não acompanhava nem procurava notícias. Fiquei impressionada pelas duas salas lotadas, pela maioria absoluta de cosplayers (fãs que se vestem como seus personagens favoritos), por ver muitos adultos. Assim que o filme começou, me arrependi. Os gritos, piadas, e comentários foram em escala ainda maior do que na sessão de Crepúsculo, o que detonou com a minha impressão do filme, até agora não tive coragem de revê-lo. Mais uma vez, só posso culpar a exposição na internet.

Claro que não se pode evitar acessar a internet, e às vezes são as notícias que te alcançam. Nem se pode proibir que as produtoras utilizem este meio para lançarem seus filmes. Eu só acho que as pessoas devem ter respeito, num espaço que é de todos. Conversar no cinema não é elegante, atrapalha os outros, berrar então, nem se fala. São estes adolescentes desrespeitosos que amanhã estarão em empresas, escolas, cargos públicos, tomando decisões, ensinando, comandando. Será que vão continuar a ter esse comportamento na "vida real"?

Para terminar, vou pensar bem antes de arriscar uma sessão de fãs de Lua Nova...

Beijos e até semana que vem!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Notícias do Front - Edição Especial

Eu sei que minha coluna teria que sair só aos domingos, mas ficou meio impossível escrever logo depois de voltar da Bienal. E vou contar porque.

Eu amo livros...não somente o ato de ler, mas o livro em si: aquele cheiro de novo quando você acaba de comprá-lo, as páginas macias que não foram tocadas ainda, a lombada gasta daquele preferido que você lê sempre que dá vontade, aquele amarelado das páginas velhas, as manchas que denunciam onde você chorou ou o que você estava comendo naquela hora, as anotações ao lado das suas passagens preferidas. Mais do que Lost ou Twilight (assunto de um post muito em breve), eu amo livros.

Nada melhor para uma amante de livros, então, do que fazer um belo passeio pela 20ª Bienal Internacional do Livro, que acontece até dia 24/08 aqui em São Paulo. É nessas horas que eu agradeço por morar nesta cidade e esqueço de trânsito, metrô lotado, poluição e gente mal educada. Fui sozinha, mas não estava solitária...estava cercada por 2 milhões de amigos de todos os formatos e cores.

Além de todo o burburinho em torno dos livros, a Bienal é ótima para conhecer os autores, mas paciência: só para pegar um autógrafo com o Ziraldo, fiquei 3 horas na fila! Tinha muita gente e ele é super atencioso com todo mundo. No meio tempo, dei uma fugida e fui garantir um autógrafo do Laurentino Gomes, autor do hypado (pelo menos entre os leitores mais antenados) 1808. E o engraçado é que eu fico muda em filas, evitando ao máximo que puxem assunto comigo, mas nesta Bienal foi bem diferente, conheci muita gente legal na fila. Acho que era o clima de excitação por estarmos cercados por um mar de livros. Todos felizes como pinto no lixo.

Fiquei realmente muito feliz por ver tantas pessoas passeando numa grande feira de livros. Familias inteiras, jovens, casais, senhores e senhoras de cabelo branco, todos lá e todos encontrando algo adequado, já que não tem só livros, tem palestras, bate-papos, oficinas, contação de histórias...é tanta coisa que não dá pra fazer tudo num só dia.

Pra encerrar, algumas dicas: separe uma roupa folgada e um tênis bem confortável, porque anda-se muito na Bienal, o lugar é enorme. A fila para pegar aquele autógrafo tá grande? Sente no chão, lendo um livro ou conversando com os companheiros de fila. Tome um bom café da manhã ou almoce antes de sair, e leve uma ou duas garrafas d'água (é muito quente lá dentro) e um lanche (frutas e barrinhas de cereais caem muito bem), porque os preços são proibitivos! Um simples picolé de fruta ou uma água custam R$3,00!!! Não marque nada, o gostoso é andar pela feira sem hora pra sair. Não tem ninguém para te acompanhar, vá sozinho! Melhor do que arrastar atrás de você uma pessoa dizendo "que graça tem ficar aqui vendo um monte de livro?!" Só leve alguém que goste tanto de livros e de andar quanto você. Se alguém te chamar e te oferecer uma revista de brinde, não pare. Se for impossível, diga que não tem cartão de crédito: o que eles querem é te empurrar assinatura de revista! Pegue um mapa da feira e marque onde estão os estandes que mais te interessam, e depois de visitá-los, ande pela feira sem destino, você pode encontrar muita coisa boa escondida pelos corredores. Há, quer ofertas? Vá no último dia, quando as editoras estão loucas para queimar os estoques que levaram para a feira.


quarta-feira, 23 de julho de 2008

Viajando com as Jaters

Em breve, aqui no Café, uma coluna com dicas de viagem, testadas e aprovadas por mim nos Encontros Jaters realizados no País inteiro!!

Na primeira coluna, dicas de Rio Grande! Aguarde!!

domingo, 11 de maio de 2008

Go! Speed Racer Go!

Nossa, quanto tempo eu não dou as caras por aqui hein? Os domingos (e todos os outros dias da semana) andam corridos, e há tanto que eu queria comentar: Tropa de Elite, MELHOR FILME NO FESTIVAL DE BERLIM, a invasão das reitorias das universidades Brasil afora, este horrendo circo que virou o assassinato de Isabella Nardoni, todo o palanque armado para um terceiro mandato do Lula *bate na madeira*, os livros que li, os filmes que vi, os episódios de Lost que se vão...enfim. Tudo isto são águas passadas, o que me motiva a retomar a coluna hoje é o filme Speed Racer, que assisti ontem (10/05), com a Ju e a Ale.

Vou começar confessando uma coisa: não sei bulhufas sobre o desenho. Nunca assisti UM ÚNICO EPISÓDIO. Sou uma "não-iniciada", o que me fez ver o filme com outros olhos, não os do apaixonado e fã xiita, que muitas vezes não te deixa curtir o filme porque você se prende a infímos detalhes que não comprometem o resultado final mas soam como heresia para os puristas.

Mas fui fazer uma pequena busca na net (abençoada seja) e descobri o seguinte: Speed Racer nasceu no Japão, pelas mãos de Tatsuo Yoshida. Inicialmente um mangá (revista em quadrinhos japonesa), que se chamava "Mach Go Go Go", passou a anime em meados dos anos 60, depois de fazer enorme sucesso como revista. Em 67 o estúdio americano Trans-Lux comprou os direitos do anime, fazendo adaptações ao público norte-americano: o foco passou do carro, o Mach Go (que virou Mach 5 no anime americano), ao piloto, Speed Racer. Os diálogos, no entanto, foram traduzidos do original e as músicas não sofreram alterações.

Mas por que Speed Racer tornou-se um ícone? Ele traz histórias que misturam uma familia amorosa composta por Pops, o patriarca e criador de carros de corrida, a Mãe (que nunca revelou seu primeiro nome!) sempre apoiando Speed, o irmão mais novo louco por balas Gorducho e seu macaco de estimação, Zequinha, o mecânico e agregado da família Sparky, e a namorada e piloto de helicóptero Trixie, vilões em carros de corrida velozes, o misterioso Corredor X, um visual colorido e histórias consistentes. Talvez tudo isso explique o verdadeiro culto que cerca Speed Racer, um piloto jovem, inteligente e arrojado que pretende ser o melhor do mundo.


Vocês me perguntam agora o que raios eu fui fazer no cinema, se eu não sou fã do anime e nada sei sobre ele, e eu respondo: MATTHEW FOX! Interpretando o Corredor X, foi ele a razão para que três mulheres fossem assistir a uma sessão infestada de tiozinhos, adolescentes e namoradas arrastadas de cara amarrada.

Vamos ao filme, produzido por Joel Silver e dirigido pelos irmãos Wachowski, os mesmos responsáveis pela Trilogia Matrix, começando pelos cenários, todos criados por computação gráfica, com cores vibrantes e todo o clima de anime. As casas, a cidade futurista, os locais das corridas, tudo enche os olhos, não chegando a cansar. O visual lembra um vídeo game, numa adaptação aos fãs modernos do anime, sem perder o jeitão de animação antiga.

Outro ponto a destacar é a caracterização dos personagens, principalmente Christina Ricci, que faz Trixie, a namorada de Speed. Todos os outros não deixam a desejar, mas Trixie ficou com "cara" de desenho. John Goodman (Pops) e Susan Sarandon (Mãe) tem atuações seguras, Emile Hirsch (Speed) tem carisma, mas quem rouba a cena muitas vezes são Zequinha e Gorducho. Os coadjuvantes dão aquele apoio...e o vilão é do tipo "adoramos odiar".
Alerta de Spoiler (não leia se quiser saber um dos segredos do filme):

E aí chegou a hora de falar do Corredor X: ele surge no mundo das corridas na mesma época que Rex Racer, o irmão mais velho de Speed, morre num acidente, sendo um agente da polícia que ajuda a combater os vilões. Rex tinha saído de casa há algum tempo, tornando-se um pária do mundo das corridas ao provocar diversos acidentes, e destruindo sua reputação de ótimo piloto. Speed cresce competindo com a sombra do irmão, e quando o Corredor X pede sua ajuda para desmascarar uma quadrilha que manipula os resultados das corridas, ele se pergunta se o Corredor X na verdade não é Rex. O Corredor X nega, mas ao final nós descobrimos que X e Rex são realmente a mesma pessoa.

E aí chegou a hora de falar do Matthew Fox: primeiro, a forma física invejável! Para caber no uniforme de couro do Corredor X, tem que malhar e Fox fez a lição de casa, só vendo para acreditar! E quando ele troca o macacão por um terno alinhadissimo, não há coração feminino que resista. E quando ele tira a máscara, revelando um cabelo todo bagunçado, um suspiro enche a sala de cinema (são as namoradas arrastadas aproveitando alguma coisa). Foxy parece a vontade no papel, mostra que pode fazer bons trabalhos e está mais gostoso que nunca. Porque o perigo de assistir filmes só por causa de um ator é grande (vide Ponto de Vista, que é uma bomba e mesmo assim eu vi duas vezes), mas no caso de Speed Racer, o risco compensou. Recomendo tranquilamente a fãs do anime, a fãs do Jack, e aos não fãs também.
Terminando, o nome do Corredor X deviar mudar para Corredor seXy...depois de ver o filme, vocês vão concordar comigo.

Será que semana que vem tem mais? Aguarde e confie!


domingo, 18 de novembro de 2007

Notícias do Front *4

Oie!! Domingo passado não teve coluna, mas foi por uma boa causa: além de comemorar meu aniversário no sábado a noite, recebi a Ju e a Pri (de Campinas) em casa, aproveitando para fazermos uma bela sessão Lost, até as 05h00 da manhã. E no domingo, tivemos mais um Encontro Jater, com a presença da Ana Cláudia, que aproveitou as férias e veio do Paraná para São Paulo, conhecer esse bando lesado que mora na capital. Podem imaginar que eu estava acabada no domingo né?!

Pois a dose de Lost não foi o bastante, então eu, Ju e Ale passamos 11 horas neste fim de semana assistindo somente as cenas Jaters das três temporadas de Lost. Fora as olheiras e o sono, o que fica de uma sessão como essa é a sensação de que o relacionamento Jate é forte e foi construido em bases muito sólidas, e que poucas situações poderiam abalar.

Por que eu digo isso? Simples: assistimos as temporadas em ordem inversa, isto é, começamos da terceira e terminamos na primeira. Sabendo como foi a terceira temporada, eu esperava ter uma visão diferente, sabe aqueles vídeos que a gente coloca de trás pra frente e só entende o que acontece quando se roda a cena normalmente? Era assim que eu achava que veria o relacionamento Jater. Engano puro e simples. A história de Jack e Kate está tão bem amarrada que não dá pra notar os altos e baixos da relação entre eles. A mágica, a quimica, está toda lá, em qualquer temporada, em qualquer cena. Brigando, rindo, jogando golfe, correndo atrás do Ethan, tentando salvar a vida do Boone ou do Sawyer, presos, magoados...Jack e Kate tem uma ligação única, de se entenderem num olhar, num gesto. Recomendo sinceramente: se tiver oportunidade de assistir as cenas direto, durante um bom tempo, abrangendo mais de uma temporada, ao lado de alguém que também seja fã da série ou do ship, FAÇA. Você não vai se arrepender!

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Deixando Lost de lado, e agora que passou toda a euforia, tem um assunto que vem me incomodando há algum tempo: a escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014. O que se viu foi um verdadeiro show de horrores, comandado pela mídia em geral, em que autoridades diversas competiam em exuberância para garantir a maior Copa de todos os tempos.

Pra começar o vexamo, a nossa candidatura única tratada como unanimidade, que são coisas diferentes. Com o rodizio de continentes (que aparentemente foi abolido para evitar situação semelhante a vivida este ano), apontando a vez da América, só o Brasil mostrou-se interessado em segurar a bucha! Lembro-me de ter visto candidaturas timidas que logo foram retiradas como forma de mostrar "apoio" ao Brasil, e caiu em nosso colo a responsa.

Logo instaurou-se um clima de final de campeonato de mata-mata, mesmo que TODO mundo já soubesse que a Copa era nossa. Ninguém mais queria! Enquanto os inspetores da Fifa passeavam pelos nossos sucateados estádios ouvindo promessas de melhorias, os brasileiros andavam ressabiados com a repercussão que isso geraria na hora da decisão. E mais uma vez, eu pergunto: duvidar de que, se só nós concorríamos?

O afã de jornais e redes de televisão de incutir em nossas cabeças e mentes este espiríto antecipado de Copa mostrou-se cada vez mais desesperado a medida que a cerimônia de revelação se aproximava e atingiu o auge quando foi televisionado, ao vivo, o anúncio de que, apesar dos pesares, a Copa 2014 seria no Brasil.

Confesso que senti vergonha de ser brasileira nesta hora. O presidente da Fifa fez um discurso nada lisongeiro, deixando claro que a escolha se dava por falta de opção. Cerca de 15 governadores deixaram seus estados em direção a Suiça, buscando garantir sua fatia do bolo, mesmo que em 2014 eles, quase que com certeza, nem estejam nos cargos que ocupam atualmente. E maior vergonha eu senti do meu presidente, que falando mais uma vez de improviso numa cerimônia oficial, soltou a pérola "vamos fazer uma Copa para argentino nenhum botar defeito" numa provocação gratuita e sem sentido. Para fechar com chave de ouro, entre tantas outras máximas expressões de arrogância e despreparo por parte de nossos representantes, Ricardo Teixeira respondeu bruscamente a uma jornalista estrangeira que ousou perguntar se a violência poderia atrapalhar a Copa no Brasil. Pergunta pertinente, mas terrivelmente indiscreta. Como deixaram passar uma jornalista que se atreve a melar a festa brasileira com um pouco de realidade?

Desde o anúncio eu já estou fazendo contas, e aconselho você a também pegar calculadora, papel e caneta. Adivinha que vai pagar a conta desta festa?

Bjs a até a próxima semana (será que sai algo sobre Tropa de Elite finalmente?)

domingo, 4 de novembro de 2007

Notícias do Front *3

Olá! Pretendia escrever sobre "Tropa de Elite", mas foi impossível! Apesar de ter visto a cópia pirata **vergonha**, pretendo ir ao cinema em breve. Então, o post fica para outra ocasião.

Um assunto hoje me pegou de surpresa, e é dele que vou falar. Um dos meus tios, que tem mais de 70 anos, hoje reuniu parte da familia em sua casa, para comemorar mais um aniversário. Até aí, nada demais, já que celebrar o aniversário é uma maneira sempre boa de reunir a familia, em especial a minha, que se ve mais em velórios e hospitais que em festas e casamentos.

O que me deixou triste neste dia foi ver o estado de saúde em que ele está: com os pulmões consumidos por um enfisema gerado por anos de cigarros consumidos, ele está permanentemente ligado a tambores de oxigênio por mangueiras que atravessam a casa. Debilitado, ele passa todo o dia sentado, ajudado pela minha tia e por uma enfermeira, e uma coisa prosaica como ir ao banheiro ou apagar uma vela no bolo de aniversário é uma tarefa árdua e que demanda um esforço descomunal. Mesmo assim, ele fez questão de comemorar mais um ano de vida.

Vendo-o ali, ao lado de outros parentes com outras limitações causadas por doenças, me peguei pensando em todas as coisas sem importância que nos acontecem TODOS OS DIAS, e para as quais damos todo um viés dramático que não condiz com a situação. E em tantas coisas que deixamos passar, mas que são as mais importantes na vida, coisas tão pequenas que vamos passando por cima delas sem notar.

Quanto da nossa vida nós passamos nos envenenando com cigarro, bebida, poluição, estresse, más companhias, um trabalho enfadonho, um casamento fracassado, sonhos adiados, presos numa situação, num lugar, a uma pessoa? No fim das contas, vai valer a pena ter ficado anos num emprego por medo de ousar fazer algo diferente? Ter ficado com alguém pelo medo puro e simples de estar sozinho? Ter ficado numa casa ou numa cidade para não perder amigos ou o conforto de estar sempre num lugar conhecido? Isso são tentativas de mostrar a nós mesmos que nossa vida está estabilizada...mas, como disse um dia uma amiga, quem disse que a vida é estável?

Talvez seja pretensão minha, mas queria que vocês refletissem sobre suas escolhas, seu momento e se perguntassem se realmente estão felizes. E se não estiverem, o que os faria felizes...e como podem alcançar esta felicidade. Ousar, mudar, nem sempre significa perder. E se o que estiver na próxima esquina do seu caminho for melhor para você, e você nunca chegar a essa esquina, por medo de dar mais um passo?

O tom da coluna hoje foi meio estranho né? Mas é uma coisa que venho sentindo há algum tempo, o medo de me acomodar numa situação está me consumindo já faz meses. Hoje tive mais que certeza de que a situação já está no limite. Ou talvez seja a proximidade do meu aniversário, ficar mais velha traz esse clima de renovação e urgência, coisas de escorpiano.

Beijos a todos e até semana que vem!

domingo, 28 de outubro de 2007

Notícias do Front *2

Háhá! Hoje é domingo, pé de cachimbo (e eu nunca vi uma árvore de cachimbos...ou será que o certo é "pede cachimbo"? Mas neste caso, quem pede o cachimbo? Eu com certeza não, porque não fumo)...enfim, hoje é dia da minha coluna, e hoje eu vou falar de uma das coisas que mais tem me deixado feliz nestes tempos que correm: HALO.


Claro que todos agora estão com um ponto de interrogação na testa, se perguntando o que diabos é Halo? Para os leigos, é uma palavra sem significado algum, mas os shipers já devem ter sacado que sim, eu estou falando de um casal. Sim, por que não tem graça chamar um casal pelo seu nome completo, tipo "Jack e Kate" ou "George e Izzie", então os shipers inventam estes nomes fofos para identificar os casais, usando partes do nome de cada um, o que facilita a conversa entre nós e dá um charme a mais. Concorda que fica muito mais cool falar "Jate" ou "Gizzie"?


Então, descobriu qual o casal? NÃO? Mais uma chance: eles estão na série Heroes, e atendem pelos nomes de Claire e Peter...há, confundiu mais né? Claro, Peter e Claire nem com muita imaginação vira Halo, Peter e Claire vira PAIRE. Mas de Paire eu falarei um outro dia. Halo denomina o ship de Hayden Panetierre e Milo Ventimiglia (HAyden+miLO=HALO), os intérpretes da cheerleader e do enfermeiro mais poderosos das séries de TV. Assim como "Brangelina", o romance dos dois começou nos bastidores e avançou para a vida real.


No início, o que se viu nos bastidores de Heroes foi uma bela amizade. Nas fotos e making offs divulgados, via-se os dois brincando e fazendo piadas, mas eles não chegavam a passar muito tempo juntos, já que eles contracenam apenas nos episódios 9 e 10 da primeira temporada, e só se reencontram na season finale. Eles deviam, muito provavelmente, se esbarrar entre uma gravação e uma pausa para o lanche, mas não estavam diretamente envolvidos nas gravações um do outro. Fora que Hayden namorava com Stephen Coletti, apresentador da MTV e ator, e Milo tinha terminado há algum tempo com Alexis "Rory Gilmore" Bledel, com quem namorava desde sua participação em Gilmore Girls.


Foi então que a produção da série resolveu lançar-se numa combativa estratégia de marketing para divulgar o lançamento do DVD da série e da segunda temporada: criaram a Heroes World Tour, com os atores divididos em turmas que visitariam algumas cidades para fazer a tal divulgação. Milo, Hayden, Adrian Pasdar (Nathan Petrelli) e George Coleman (Mr. Bennet) foram mandados para a Europa, onde passaram por Munique, Alemanha e Paris, França, entre outras cidades. E o que se viu foi arrasador para qualquer shiper que preza este nome: cenas explícitas de carinho e cumplicidade entre os dois atores, que se comportavam, a cada dia, como "muito mais que bons amigos". Fotos pipocaram net afora e os fãs de Halo começaram a surgir, aumentar e especular se eles realmente estariam juntos. Mas como, se Hayden era comprometida com Stephen? E a diferença de idade entre eles, de quase 13 anos? E o fato de Hayden ainda ter 17 anos? Nenhuma destas questões teve resposta durante algum tempo, já que a imprensa solenmente ignorava o evidente clima de romance entre os dois, enquanto os fãs se descabelavam a cada nova foto divulgada.

Mas, como diz o velho ditado, "onde há fumaça, há fogo", e então a imprensa começou a veicular cada vez mais notinhas sobre os dois, lá pelo começo de setembro, quando então Hayden já tinha completado 18 anos. E houve o boom: todas as revistas de celebridades, sites e programas de TV passaram a se perguntar "Hayden e Milo estão juntos?" Se todo o clima entre os dois indicava que sim, e se agora ela já era maior de idade, ainda havia um problema, o namorado dela! E veio o golpe final, quando na festa do VMA, Hayden afirmou que não sabia de Stephen, mas que ele deveria estar muito bem. Agora era oficial, Hayden estava solteira. Seria questão de tempo para que ela e Milo assumissem o romance certo? Errado.


Eles foram flagrados juntos num almoço informal, num jogo de hóquei, inventaram outro namorado para Hayden, mas ninguém conseguiu arrancar de nenhum dos dois uma declaração concreta. Apelaram então para os colegas de elenco: Masi Oka (Hiro Nakamura) e Greg Grunberg (Matt Parkman) foram abordados sobre o suposto romance dos colegas, mas os dois, claro, negaram que Hayden e Milo estivessem juntos. A negativa de Grunberg foi tão enfática que causou justamente o efeito contrário, aumentando ainda mais a certeza de que Halo estava acontecendo. E como o Emmy se aproximava e Heroes estava indicada em várias categorias, a expectativa dos fãs voltou-se para a noite da premiação. E o que vimos foi Heroes perder em todas as categorias e Hayden e Milo castamente sentados um ao lado do outro. O interessante foi o depois da festa.


Enquanto o Duran Duran tocava, Hayden e Milo curtiam o show juntos, numa atitude muito suspeita para bons amigos que tem 13 anos de diferença de idade. O conteúdo do vídeo é altamente viciante, e revela que a diferença de idade não interfere na química do casal, com direito a foto de rosto colado e sussurro no ouvido. Eles foram abordados na saída da festa, e Hayden disse que "seu salto era muito alto", desculpa que ela usou para justificar estar apoiada no braço de Milo. E então, como tinham surgido, as especulações começaram a cessar. Mas algumas surpresas ainda estavam reservadas para os fãs de Halo.


Outubro nos dá adeus com duas noticias dignas de nota: Milo deu a Hayden, como presente de aniversário, um anel da loja Tiffany&Co avaliado em quase 2 mil dólares! Duas hastes entrelaçadas, um coração e uma inscrição que diz muita coisa: "doce como Hayden". E tinha mais: uma entrevista de Milo ao Usa Today foi desenterrada e o que ele disse ao repórter, que perguntou o que mais o atraía em Hayden? "Me pergunte isso depois de 21 de agosto (data do aniversário da atriz) e eu te falo um zilhão de coisas". Comprometedor? Demais. Mas ainda faltava uma pessoa comentar sobre Halo, e ela se manteve em silêncio até pouco tempo atrás. E quando resolvey falar, Kristin dos Santos pegou pesado. Perguntada, em seu site, se Hayden e Milo estavam juntos, ela disparou: "Eu vou ser honesta, eles estão juntos. Eu acho que é bem óbvio que eles estão juntos. Tem uma diferença de idade de 12 anos, então eu acho que o Milo é muito esperto em não querer assumir isso." Durma-se com um barulhos desses...


Ficamos agora em compasso de espera, aguardando o momento em que eles assumam publicamente o que todo mundo já sabe. Medo da diferença de idade? Aschton Kutcher e Demi Moore estão aí para servir de exemplo. Medo de romance de bastidores não vingar? Brad Pitt e Angelina Jolie (e o próprio Milo) também são exemplo. Medo da rejeição do público? Impossível! Ver um casal se formar assim, bem embaixo dos nossos olhos, é a coisa mais excitante para um shiper, e Halo tem nos dado motivos de sobra para amá-los e torcer por eles. Você também não ficou apaixonado por eles?


Crédito pelas foto linda, noticias e vídeo : Tata, Tatiana, Amis, Juliana e Melody, todas da comu "Peter & Claire" do Orkut.

Link úteis:
Festa pós-Emmy:
http://www.youtube.com/watch?v=8hCdonsJAGA

Kristin falando de Halo:
http://www.eonline.com/gossip/kristin/detail/index.jsp?uuid=5139ad31-249f-495f-ae1f-3bd661bf9741

Sobre o anel (neste site tem várias notinhas sobra Halo):
http://perezhilton.com/?p=7584

No Orkut, comunidade Peter & Claire (lá tem muitas fotos Halo e coments sobre o casal):
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=24021633


Beijos a todos e até o próximo domingo! Em pauta: "Tropa de Elite".

domingo, 21 de outubro de 2007

Notícias do Front


Bom, eu gostaria muito que a minha coluna de estréia fosse arrasadora...mas esta guerreira/cafezeira aqui parece que anda com uma nuvem preta, daquelas de desenho animado, chovendo constantemente sobre a cabeça!

Tinha já um assunto firmemente enraizado para desenvolver: a relação entre Hayden Panetierre e Milo Ventimiglia (a Claire e o Peter de Heroes), que parece ir muito bem, obrigada, fora das telas, ao contrário dos pares toscos que arranjaram para os personagens nesta malfadada segunda temporada. Mas sobre Heroes ainda devo alguns comentários sobre os epis. Pois bem, eu ia falar de HALO...veja bem a conjugação do verbo no passado...IA.

Neste fim de semana, estive numa atividade escoteira chamada JOTI, que significa Jamboree On The Internet, sendo que Jamboree é o nome do acampamento realizado de 4 em 4 anos, reunindo escoteiros de todo o mundo (sim, existem escoteiros no mundo...mais ou menos 28 milhõs em todos os continentes). Como estaria 24 horas on-line, e com meu próprio PC, imaginei que teria tempo de sobra para falar de HALO, uma das minhas atuais paixões, com todo o zelo e respeito que o casal merece. Imaginei os links dos vídeos, as fotos, todo o contexto. E nem quase 17 anos de experiência no Movimento Escoteiro me alertaram que numa atividade desta, com quase 10 jovens entre 11 e 18 anos, NUNCA HÁ TEMPO SUFICIENTE PARA NADA!

E foi então que passou-se um fim de semana inteiro e eu mal pude olhar um e-mail pessoal. Orkut, então, nem pensar...MSN, só corrido e pedindo desculpas, porque tinha mais 10 janelas abertas, fora o pessoal dentro da sala também falando. Vocês não podem imaginar a loucura. E quando eu cheguei em casa, imaginando que poderia tranquilamente postar aqui na minha estréia, primeiro: não consegui acesso a internet e segundo, tenho um irmão furioso, bufando ao meu lado, também querendo usar o PC, agora que eu (milagrosamente) consegui conexão.

Atribulado? Corrido? Insano? É tudo isso e muito mais...então encerro por aqui, pedindo desculpas pela estréia que não foi...semana que vem tem mais!