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terça-feira, 30 de junho de 2009

A Diva se despede...

Estas pessoas especiais, que fazem o Café Com Cuca ser esse cantinho gostoso e aconchegante que ele é, são pessoas que marcaram a minha vida. Através destas personalidades incríveis e multi-coloridas, no sentido mais rico do termo, eu descobri o significado da palavra AMIZADE. Acho que mais precioso que isso é apenas o amor que temos, o carinho, o respeito, a preocupação, a conexão e o sentimento de estar em casa, quando estamos na presenção de pessoas assim.


Tudo isso permanece. A minha despedida é apenas desta casa, de paredes azuis, com um nome bacaninha, de trocadilho engraçado :P Porque vocês e essa amizade, esse amor, eu joguei dentro da minha bagagem pra levar comigo por esse novo caminho que comecei. Eu estou feliz, embora despedidas sejam tristes e meu teclado já esteja molhado, e espero que vocês sintam-se assim também, Fabi e Lilica, por qualquer caminho que escolham daqui para frente. Mudanças são estranhas, fazem a gente se sentir estranho, deslocado... mas, de alguma forma, para mim, nada mudou.


Amei cada segundo disso aqui e não trocaria tudo isso que fizemos por nada no mundo. Eu amo as duas, espero que tenham sucesso nesse novo recomeço e espero que saibam que eu estou aqui - agora e sempre - para vocês, por vocês. Porque se Jate is Fate, o que dizer de nós? Um abalo sísmico faz menos barulho. Um cometa tem menos brilho. O sistema solar é muito pequeno para... essas almas lost-maníacas, apaixonadas por JATE, que se acharam, se reuniram...


Que este post seja mais que uma despedida: que seja um atestado da minha amizade e respeito por vocês e do quanto desejo que vocês brilhem o mais alto possível no céu.

Beijos, ILY!
Carlinha.



"Foi apenas ontem que nos encontramos em um sonho. Vós cantastes para mim em minha solidão, e de vossos desejos construí uma torre no céu. Mas, agora, nosso sono sumiu e nosso sonho acabou, e já não é mais aurora. O meio-dia está sobre nós e nosso meio despertar transformou-se em dia, e devemos nos separar. Se, no crepúsculo da memória nos encontrarmos mais uma vez, falaremos de novo e vós cantareis para mim uma canção mais profunda. E, se nossas mãos, se encontrarem em outro sonho, construiremos outra torre no céu."



(trecho do livro "O Profeta", de Khalil Gibran)

domingo, 9 de novembro de 2008

Rita Hayworth come Cheetos e toma Coca-Cola #6: 007 - Quantum of Solace.



Frenético.

Bastam poucos minutos de Quantum of Solace para que esta palavra lhe venha à mente. Bond chega arrebentando. Mesmo. Sentimos como se tivéssemos acabado de assistir Cassino Royale na sala ao lado e apenas fizemos um break para o café (com cuca), antes de entrar no cinema para assistir seu sucessor. Do ponto de vista narrativo, pelo menos. São quase 2 anos separando a estréia de um filme do outro.

Quantum é um filme na medida. Acertou em retomar a história de Cassino Royale exatamente do ponto onde parou, sem quebrar o ritmo, embarcando numa acelerada aventura. A história mantém um Bond alucinante, correndo, batendo e atirando sem parar.

Mesmo em meio a toda ação, Craig entrega novamente um James Bond mais humano, mais acessível, mais crível do que seus antecessores. Nós podemos sentir suas dores, suas frustrações, seu ímpeto agressivo. Sua impulsividade é tão intensa que sequer pensamos duas vezes quando somos sugados através dele nas perseguições mais insanas que o espião vai causando por onde passa.

Quantum tira por completo o fôlego durante sua hora e meia de exibição. Embora seja o filme mais curto, em tempo, de toda a franquia do espião, certamente figura entre os mais bem executados. Limpo, conciso, vigoroso e violento. Como eu falei acima, um filme feito sob medida. No entanto, as comparações com Cassino são inevitáveis, e posso afirmar que a única coisa que Quantum deixa a desejar neste sentido é o fator “novidade”.

Cassino nos apresentou a Daniel Craig reinventando James Bond, mexendo com marcas registradas do universo do personagem de Ian Fleming e construindo um novo homem, ao invés de um mito; um homem “real”, que reage, que sente, que bate e apanha de verdade, substituindo aquele galã que se salva de toda e qualquer situação - independente do quão absurda ela seja. Confesso que acho este Bond muito mais atrativo do que o ultrapassado e plástico Pierce Brosnan.

Quantum Of Solace, portanto, solidifica as bases criadas por Cassino. Este é um novo Bond e ele veio para deixar sua marca ao lado dos grandes Roger Moore e Sean Connery.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

O sumiço de Rita Hayworth: recadinhos necessários.

Oláaaaa!

- A coluna do sábado ainda não postada virá em breve! Estou trabalhando em cima de um tema um tanto complicado e que exige muita pesquisa, espero terminar de escrever até o final de semana. Por isso não postei no sábado passado e tratando-se de um pedido da Chefa Nay... nem preciso dizer que tenho que caprichar!

- 2ª temporada de FRIDAY NIGHT LIGHTS emendada com o final da 1ª no SONY! Finalmente, o Sony acertou a mão em uma! Sem contar que a season 2 de FNL está ES-PE-TA-CU-LAR!

- Se alguém souber uma explicação para o fato daquela tal Fernanda Motta ainda estar apresentando o BrNTM, pleaseeeee, sou toda ouvidos!

- UGLY BETTY! Que vício! Vara-de-bambu em quem não viu ainda!

P.S.: Já é fevereiro?

P.S. 2: Para quem tem curiosidade de conhecer Rita Hayworth, logo abaixo tem um video dela no papel que a tornou uma das maiores divas do cinema, em "GILDA":

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Rita Hayworth come Cheetos e toma Coca-Cola #5 - excepcionalmente na segunda [2]!

Atrasada, de novo! Mas, antes que venha bronca...
Dizer que sábado foi um parto para eu postar é eufemismo. E além disso, a vida de um gatinho recém-nascido foi salva e estar em paz com meu lado materno-felino é vital. Tendo isso dito, vamos à coluna da semana (passada) ;D

Na verdade, a coluna não será exatamente uma coluna. Gostaria de aproveitar este espaço para dividir com vocês uma fanfiction de LOST que li há algum tempo atrás no www.fanfiction.net e que reencontrei ao fuçar os arquivos do meu note. Leiam abaixo, a tradução feita por mim:

“Interrompidos” - "Interupted"

A fic começa logo após o episódio 2x19 “S.O.S.”

O sol está nascendo. É a manhã após o retorno de Michael ao acampamento e Kate está sozinha na praia, olhando o horizonte e contemplando a imensidão azul do oceano. Jack chega por trás, completamente exausto. Ambos fixam seus olhares para o mar, sem se olharem, a princípio.

KATE: Como ele está?
JACK: Michael ainda não acordou. Mas, ele parou de tremer, o que é um bom sinal.

Os dois permaneceram em silêncio durante mais algum tempo, um silêncio “estranho”. Tudo o que aconteceu durante esta última caminhada pela mata, na noite anterior, ainda estava muito vivo e recente na memória dos dois. Jack acaba quebrando o silêncio:

JACK: Kate... sobre ontem à noite... o que eu disse...
KATE: Pare, Jack.

Kate finalmente vira-se para Jack, quando corta a fala dele, olhando-o com uma expressão preocupada. Jack sente-se magoado.

JACK: Kate, eu não entendo. Eu pensei...
KATE: Não, não é o que você pensa. Quer dizer, eu queria poder... mas é que... eu não acho que seja uma boa idéia você dizer alguma coisa. Pelo menos não sobre... nós.

Jack percebe que Kate está ficando mais nervosa, à medida que vai falando, até mesmo seus olhos se distraem com qualquer coisa ao redor deles. Sua “mágoa” se transforma em um sentimento de confusão.

JACK: O quê? Por quê? Por que não posso dizer o que eu sinto por você?
KATE: Porque... [ela respira fundo] Porque algo terrível pode acontecer se você fizer isso.
JACK: [completamente pasmo] O quê?
KATE: É verdade, Jack. Cada vez que você está para falar algo para mim, algo que possa nos fazer ficar juntos, como um casal, alguma coisa ruim nos interrompe.
JACK: Kate, isso não é verdade.
KATE: Mesmo? Então como você explica o fato do Michael aparecer ontem à noite LOGO APÓS você dizer que não se arrependeu do beijo? Ele chegou NA HORA em que nós começamos a nos inclinar um para o outro!
JACK: Bom, isso foi só...
KATE: Ou na noite em que você se ofereceu para voltar comigo para a praia? Aquele foi o primeiro momento verdadeiro que tivemos em semanas e TINHA que ser interrompido pelo pára-quedas com a comida. [N/T: epi 2x17 “Lockdown”]
JACK: Hum, você foi que...
KATE: [ela pegou o embalo e não parou mais...] E aquela vez em que eu te agradeci por cuidar do Sawyer e você disse... como era mesmo? Ah! Sim... “Eu não fiz isso por ele.” . Logo depois disso, Boone aparece machucado e MORRE!.
JACK: Mas eu fiz...
KATE: E ainda na vez em que você queria que eu me mudasse para as cavernas com você. Foi um momento angustiante, um pouco delicado, mas ainda assim você estava expressando sentimentos românticos a meu respeito. E aí, quando a gente se deu conta, você estava preso numa caverna que desabou...
JACK: Kate! Você não acha que está vendo coisas demais nesses acontecimentos?
KATE: Eu estou falando sério, Jack! Parece que o fato de você confessar seus sentimentos para mim é um tipo de... é como acionar o gatilho para uma bomba de conspiração a catástrofes pronta para explodir!
JACK: Por favor! Você, sinceramente, acha que eu sou “amaldiçoado” desse jeito?
KATE: [cruza os braços, fazendo aquele tipo “durona”] Ok, Jack. Você não acredita no que eu falei? Então, vai lá! Diga algo pra mim. Agora.
JACK: Agora!
KATE: Isso, Jack. Agora mesmo. Diga algo importante para mim. Algo que demonstre seus sentimentos mais íntimos a meu respeito.
JACK: [tentando dar uma de descolado ‘tô-nem-aí’] Ok, eu vou fazer isso.
KATE: Ótimo.
JACK: Ótimo.
KATE: Então, fale.
JACK: Vou falar.

Jack fita intensamente os olhos de Kate. E continua olhando-a. E olhando. Você percebe que ele quer falar, mas a “facilidade” do momento, assim como a beleza de Kate o deixou temporariamente mudo. Os seus rostos estão próximos, tão próximos... A expressão de Jack fica mais suave e mais séria, ao mesmo tempo. Esse é o momento com Kate, o momento que ele tanto esperou.

JACK: Kate... [ela parece ficar um pouco mais esperançosa] Kate... eu te...

CLAIRE: Jack!!!!

Kate e Jack viram-se e vêem Claire vindo na direção deles com Aaron no colo. Claire aparenta estar aflita.

CLAIRE: Jack, eu acho que há algo errado com Aaron! Você precisa dar uma olhada nele.

Kate se preocupa, mas Jack permanece calmo e dá uma checada no bebê no colo de Claire. Fora a pele, que está um pouco mais rosada do que o habitual, Aaron parece estar normal e contente.

JACK: Ele parece estar bem.
CLAIRE: Mas a testa dele está ardendo em febre!
JACK: Ele está bem tranqüilo para estar tendo algum tipo de febre. Talvez ele tenha ficado no sol por muito tempo.
CLAIRE: Você tem certeza?
JACK: [coloca uma mão no ombro dela] Claire, estou certo de que o Aaron está ótimo. Mantenha-o na sombra durante o dia e dê bastante água para ele. Eu vou dar uma olhada nele daqui a pouco, só para garantir, mas eu penso que ele está completamente saudável.
CLAIRE: [um pouco mais calma] Então, está bem, Jack... se você diz. [ela assente com a cabeça para Kate] Vou deixa-los a sós, então. Desculpem, se eu interrompi alguma coisa.

Jack e Kate sorriem e acenam, vendo Claire se afastar dos dois. Quando ela sai, Kate olha para Jack com uma expressão de “já-vi-esse-filme-antes”.

KATE: Então...???
JACK: Kate, eu sou o único médico da ilha, as pessoas me chamam o tempo todo. E um bebê com febre não é uma “bomba de conspiração”, como você falou.
KATE: Mesmo assim, fomos interrompidos nesse “momento”.
JACK: E é um momento que eu pretendo terminar, ir até o fim. [ele olha profundamente nos olhos de Kate, com a voz mais suave] Kate... desde que nós sofremos o acidente e caímos aqui, você tem sido minha...

SAYID: Jack! [grita de longe] Você tem que vir rápido! Aconteceu alguma coisa na escotilha!
JACK: [grita sem tirar os olhos de Kate] Está bem! Eu vou lá, em um instante!
SAYID: Mas, Jack....
JACK: Só um minuto!

Sayid corre de volta, frustrado.

KATE: Jack, talvez você deveria ir.
JACK: Eu vou, mas quero resolver isso primeiro.
KATE: Mas, e se aconteceu...
JACK: Não, Kate, eu quero fazer isso. Eu quero falar os meus...

CRASHHH!!!! Árvores ao longo da praia são arrancadas do chão, cortesia do nosso colega sistema-de-segurança-fumaça-preta. Pessoas gritam!!!! Pânico geral!!! Kate começa a entrar em pânico também, mas Jack sente-se ainda mais determinado a terminar o que ele começou.

KATE: Jack, você deveria parar, tipo... AGORA!
JACK: Não, Kate! Eu não vou parar até que eu diga que...

Nuvens pretas se formam e uma tempestade lança um raio em Scott (ou Steve... ah, tanto faz!).

JACK: que eu...

Um javali, com dentes afiadíssimos persegue Locke!

JACK:... eu...
Dave joga cocos em Sawyer, de cima de uma árvore.

JACK:... amo...

Aaron se transforma em um bebê-tocha-de-fogo (como o Jack-Jack de ‘Os Incríveis’) e voa para todos os lados perseguindo Claire, que está encolhendo!

JACK: ... amo v...

A escotilha explode e Michael sai correndo a uma velocidade incrível, nunca vista antes!

JACK:... voc...

Hurley e Charlie vêem um urso polar andar de patins pela praia, jogando mangas numa girafa irritada, puta-da-cara.

HURLEY: [para Charlie] Cara! Tu não tava brincando...

JACK: [finalmente dá um estalo e vira-se para todos que estão na praia] SERÁ QUE VOCÊS PODEM FICAR QUIETOS?!? EU ESTOU TENTANDO DIZER PARA ESSA MULHER QUE A AMO!!!

E pela primeira vez, a praia silencia-se por completo. Todos olham boquiabertos para Jack, mal acreditando no que ele acabou de dizer. Apesar do fato da praia estar mais parecendo uma zona de guerra, o olhar de Kate se iluminou.

KATE: [ olhos lacrimejando] Sério, Jack? De verdade?
JACK: Com todo meu coração, Kate. [ um violão começa a tocar uma música bem romântica] Quando nós caímos aqui, eu estava machucado por dentro. Eu não tinha ninguém a quem eu pudesse procurar, nenhuma expectativa, nenhum lugar pra chamar de “lar”. Mas, aí você apareceu, no momento em que mais me sentia sozinho e machucado, e não só por causa daquele corte sangrando nas minhas costas. De repente, eu me vi livre, me senti vivo, por sua causa. A partir daquele momento em que eu te vi, eu soube, Kate. Eu soube, assim como eu sei agora que eu te am...

Escuta-se um “poc” e subitamente Jack cai no chão, inconsciente, atingido por um dado tranqüilizador no pescoço.

KATE: Jack! [ ajoelha-se no chão ao lado dele e olha ao redor] Quem atirou nele?
SAWYER: [ esfregando a cabeça de tantas ‘cocadas’ que levou] Quem se importa, mulher? Se a declaração de amor do Romeu aqui não matar a todos nós de tédio, a “vitalidade” do discurso dele talvez mate. Eu estava ficando depressivo já. [ vira-se para Charlie] E será que dá pra parar com essa música melosa?
CHARLIE: [ para de tocar] O quê? Eu tava entrando no clima...
LOCKE: Nós devíamos encontrar um jeito de mantê-lo quieto quando ele acordar. Coloca-lo num local fechado, uma cela ou um buraco...
ANA LUCIA: Eu sei de um ótimo lugar...

Enquanto os sobreviventes começam a arrastar Jack, um homem vestido de preto (vamos chamá-lo de Jeff) se esconde atrás de uma árvore, no começo da mata. Ele guarda sua arma, retirando cuidadosamente o tranqüilizante e pega um ‘walkie-talkie’.

JEFF: Jake, aqui é o Jeff, na escuta?
JAKE: [pelo walkie] Alto e claro, Jeff, qual é a sua posição?
JEFF: Ele estava mais teimoso que o normal hoje, mas eu consegui chegar a tempo, antes que ele dissesse tudo pra ela.
JAKE: Ótimo. Nós não iríamos gostar de vê-los juntos tão cedo, na história. Queremos manter tanto Jaters quanto Skaters assistindo o programa. Vou informar a emissora. Retome seu posto.
JEFF: Certo, Senhor. Câmbio,desligo.

FIM

N/T: O “JJ” de JJ Abrams é abreviatura para Jeffrey Jacob, foi daí que a escritora tirou o “Jeff” e o “Jake” do final.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Rita Hayworth come Cheetos e toma Coca-Cola #4 - excepcionalmente na segunda!

Sorry pelo atraso. Apesar da coluna estar pronta para postagem no sábado, tive um imprevisto que me impediu de publicá-la na data correta.

***
A próxima top model do Brasil.


Brazil’s Next Top Model é uma produção do Canal Sony, inspirado no programa estadunidense que busca descobrir o próximo grande talento da moda: America’s Next Top Model, apresentado pela modelo e aspirante-a-Oprah, Tyra Banks.

O programa original se destaca pela singularidade no gênero dos realities, pela megalomania da apresentadora e por jurados peculiarmente autênticos. Um exemplo da irreverente originalidade do programa é a “professora de passarela” das concorrentes: um negão de 2m de altura que anda de salto, maquiagem, tem o cabelo mais bem arrumado do que a apresentadora e atende pelo nome de “Miss J”. HI-LÁ-RIO!

A competição entre as meninas norte-americanas é interessante e certamente leva o telespectador a torcer por alguma(s) dela(s). ANTM peca em alguns aspectos como o excesso de autoritarismo de Tyra que, querendo aparecer mais que a atração em si, nos dá a sensação – em determinados momentos – de que as regras não valem nada e que não há um parâmetro de julgamento para a avaliação das meninas. De qualquer forma, ANTM pode ser considerada uma ótima produção e é definitivamente um dos meus realities favoritos.

ANTM é bastante conhecido entre os espectadores do Canal Sony, então é normal que esse público tivesse inúmeras expectativas com relação à versão brasileira do programa, quando esta foi anunciada. Eu, particularmente, não esperava algo no nível do programa apresentado por Tyra, até mesmo pela falta de experiência do Canal em produções do gênero, mas colocando na balança os prós e os contras, após vários episódios transmitidos, posso afirmar que Brazil’s Next Top Model fica com o saldo positivo.

Um dos aspectos que contam a favor de BrNTM é que visivelmente a produção vem tentando acertar os ponteiros, semana após semana. Há falhas grotescas em um episódio que são remediadas no programa seguinte. Isso demonstra um comprometimento em fazer um bom programa, ainda que aparentemente dispensável.

O grande trunfo de BrNTM continua sendo o mesmo de ANTM: ele surpreende e vicia. Quando vi a propaganda de um reality show que tinha por objetivo selecionar a próxima grande top model dos USA, falei “Pronto! Era tudo o que NÃO faltava na TV”, menosprezando completamente a premissa do show, e considerando ridículo que produzissem algo assim. Acabei assistindo o primeiro episódio de ANTM exibido pelo Sony, por acaso, um desses dias que a gente não encontra nada de bom passando na TV – mesmo com dezenas de canais à disposição. Assisti e ADOREI! Mal podia esperar a próxima semana para assistir a continuação da competição. BrNTM segue a mesma linha. Tornou-se meu guilty pleasure favorito, ficando na frente de “Falcon Beach” (sim, Falcon Beach, não é erro de digitação, *emoticon envergonhado*)!!!

Agora, cá entre nós, chega de elogios, né? Porque BrNTM tem problemas. E não são poucos. A apresentadora, Fernanda Motta, é simpática, tem firmeza, agüenta o tranco, mas precisa melhorar urgentemente a dicção e assistir a si mesma no vídeo para encontrar uma uniformidade em seu jeito de apresentar. Nos momentos em que ela é natural, considero-a ótima! Mas, no momento da eliminação, aquele discurso pronto e descaradamente copiado da Tyra, não cola e me faz pensar “Tirem essa muié daí!!!!”. Pronto, externei a coisa.

Os jurados! Ai, Jee-suzzz! Os ju-ra-dos. Érika Palomino se salva. Por pouco, tá certo, mas se salva. O resto... podem ter nome, podem ser brilhantes no que fazem, podem ser os bam-bam-bans da moda, mas simplesmente não servem pra júri. Os comentários são... acho que decepcionantes é a palavra. E aí tem as fotos. Eu não sei o que acontece, mas quando assistimos a produção dos photoshoots a impressão que temos é que as meninas foram razoavelmente bem. Mas, quando mostram, na sala de eliminação as “melhores fotos” das concorrentes... oh, novamente: decepcionante! Sem contar que mal dá tempo da gente ver a foto direito.

O fato é que com estes problemas ou não, eu simplesmente não perco o episódio da semana de BrNTM. Já tenho meu palpite de quem vai ganhar, apesar de não necessariamente essa menina ter conquistado minha torcida, por uma breve falta de carisma: Érycka.

E alguém aí sabe me dizer quando que o porre da Lívia vai pra casa?

***
Brazil's Next Top Model - Sony - Quartas / 21h.

sábado, 3 de novembro de 2007

Rita Hayworth come Cheetos e toma Coca-Cola #3

Katey Sagal: a eterna Peggy Bundy.


Katey Sagal nasceu em 19 de janeiro de 1954 e é mundialmente conhecida por diversos papéis na televisão norte-americana, muito embora a sua carreira nos mostre que ela não se limitou à arte da interpretação. Katey é cantora e escritora, além de atriz.

Katey começou sua carreira em 1971, fazendo diversos filmes para a televisão e a partir de 73 ingressou na música, atuando como backing vocals de vários artistas, como: Bob Dylan, Gene Simmons (da banda Kiss), Tanya Tucker, Bette Midler e Olivia Newton-John. Katey ainda teve sua própria banda nos 70, “The Group With No Name”, para o qual ela escreveu várias canções. Em 94, ela lançou seu primeiro álbum solo e em 2004, o segundo.

Na década de 80, Katey retornou à televisão e em 1987 estreou como Peg Bundy no seriado de TV “Married With Children”, pelo qual foi indicada aos Golden Globes 4 vezes. Todo o visual de Peg foi criado por Katey, um visual retrô/anos 60 que ela incorporou no seu teste para o papel, com uma peruca ruiva enorme, tamancos, leggins e um cinto com uma fivela bem escandalosa na cintura. “Married With Children” foi um dos seriados cômicos de maior sucesso da sua época e até hoje funciona como referência para sitcoms familiares. A imagem criada por Katey para Peg foi eternizada no hall das donas-de-casa da TV, sendo que jamais houve registros de outra que tentasse se igualar a ela, tamanha é sua incomparabilidade.

Em 1991, Katey descobriu que estava grávida e os produtores de “Married...” incorporaram sua gravidez ao enredo, porém no sétimo mês de gestação, ela entrou em trabalho de parto e infelizmente a criança nasceu morta. No seriado, a conclusão desta linha narrativa foi que a gravidez era apenas um sonho.

“Married With Children”, após 10 anos de duração, terminou sua última temporada em 1997, deixando incontáveis fãs desolados. Nos anos 2000, Sagal participou de séries como “That 70’s Show”, “Ghost Whisperer” e “Tucker”, além de um papel regular no cartoon de sci-fi, “Futurama” e no seriado “8 Simple Rulls For Dating My Teenage Daughter” (que durou 3 temporadas). Em “8 Simple Rulls...”, Katey teve novamente que lidar com uma tragédia, quando o ator protagonista, John Ritter, que interpretava seu marido na série, faleceu, no início da segunda temporada.

Com todo seu talento e bagagem profissional, Katey Sagal pode ser considerada um verdadeiro adereço de luxo à lista de atores convidados para participações especiais em LOST. Ela trouxe a graça e a fibra femininas em flashbacks de John Locke, interpretando sua namorada Helen.

Helen é uma mulher comum, sensível, bem-humorada, inteligente e sofrida. Katey lhe confere um carisma aliado à força da palavra, do bom-senso feminino, fazendo-a tornar-se um personagem especial dentre os inúmeros flashbacks de LOST, ainda que com uma participação de apenas dois episódios.

Penso que ainda veremos Helen nesta temporada que está por vir, em prováveis flashforwards, mesmo que num suposto velório de John. Embora tenha tentado fazer com que John encarasse genuinamente suas questões familiares mal-resolvidas e com as quais ele não lidava nada bem – o que fez com que ela se afastasse dele, inclusive – sinto que ela deve estar presente no futuro de Locke, saindo da ilha vivo ou não. Terry O’Quinn, com toda sua maestria e magia na pele do caçador Locke fica incrivelmente mais humano ao lado de Katey/Helen. Os dois juntos formam um casal interessante e demonstram que ali há uma complexidade de emoções, evidenciam a existência de uma estória densa.

Eu não sei se existe ship para Locke&Helen, porém deveria haver. Eu certamente seria shipper dos dois.





Helen estará ao lado de Locke no futuro? Fora da Ilha? Helen estará no funeral de John, caso se confirme que o velório visitado por Jack no finale da season 3 era dele? Perguntas momentaneamente sem respostas. É certo que estarei torcendo para rever Helen, com John ou sem John; ela é uma brisa de ar fresco perto das atarracadas Kate, Sun e Juliet.

sábado, 27 de outubro de 2007

Rita Hayworth come Cheetos e toma Coca-Cola #2


Seinfeld: a comédia sobre o nada.

Assim é conhecida a sitcom protagonizada por Jerry Seinfeld, que foi ao ar de 1989 a 1998, pela NBC nos USA, e transmitida pelo Sony aqui no Brasil. A princípio, o seriado não foi um sucesso instantâneo, porém conquistou seu espaço e uma identidade peculiar ao longo dos anos, sendo que Jerry Seinfeld entrou no Guinness Book (O Livro dos Recordes) por recusar uma proposta de 5 milhões de dólares por episódio (sim, eu falei por episódio), para uma décima temporada.

Citada pelo TV Guide, como a maior série de todos os tempos, Seinfeld trouxe novo frescor ao termo “sitcom”. Com uma premissa simples e descomplicada, seus personagens são legítimos ícones da década de 90. O programa foi criado por Jerry Seinfeld em parceria com Larry David.

Jerry interpretava a si mesmo, um humorista de “stand-up comedy”, vivendo em Manhattan/NY na companhia de amigos neuróticos, disfuncionais e problemáticos. Os quatro personagens juntos – ou até mesmo em situações individuais era riso garantido. Jerry, Elaine, George e Kramer eram abordados de forma realista, o que os deixava naturalmente interessantes e genuinamente engraçados. Não eram frases de efeito que faziam o público rir e sim o jeito trivial e realista de encarar os momentos mais inusitados possíveis que fizeram de Seinfeld a lenda que é. Quem não se recorda do episódio onde Jerry, Elaine, George e Kramer foram ao shopping e não se lembravam onde tinham estacionado o carro? Shopping lotado, carros e mais carros... Eles ficaram rodando um tempão tentando encontrar o local onde haviam estacionado o carro. George não se agüentava de vontade de ir ao banheiro enquanto Elaine segurava um peixinho dentro de um saco com água. Uma situação que pode acontecer comigo e com você. Quem nunca se desencontrou num estacionamento de shopping lotado?

Outro ponto que eu adorava na série eram uns pequenos esquetes que Jerry fazia, em suas apresentações com comentários óbvios e hilários que, visivelmente, eram produto destas situações que ele vivia com seus amigos. A idéia era mostrar de onde Jerry tirava o material que utilizava em suas apresentações nos clubes nova-iorquinos de humor. E funcionava perfeitamente.

Por mais simples que possa parecer, Seinfeld dependia em grande parte da criatividade de seu idealizador, para extrair o máximo de realismo das situações às quais eles se propunham, e que é onde reside o teor cômico destes momentos.

Seinfeld não ficou marcado nos anos 90 somente pela sua genialidade e criatividade, mas também pela enorme influência no gênero de sitcoms, claramente notado em Friends, Everybody Loves Raymond, The King Of Queens, The Nanny, entre muitos outros.

Seus personagens principais foram praticamente eternizados na TV, sendo que é quase impossível assistir Julia Louis-Dreyfus em “The New Adventures Of Old Christine”, sem lembrar de Elaine – apesar da fantástica atuação da atriz, que possui um talento nato para o humor.

A entrada de Kramer, abrindo bruscamente a porta do apartamento de Jerry é igualmente inesquecível, sendo Kramer o responsável pelas situações mais bizarras vistas no programa.




As neuras de George eram hilárias e ele sempre conseguia se meter nas situações mais constrangedoras. Ele é daqueles que falam mal de alguém e viram-se para se deparar com a tal pessoa logo atrás dele, escutando tudo! Muitas pessoas devem lembrar do ator intérprete de George, Jason Alexander, do filme “Uma Linda Mulher”. Ele era o advogado-baba-ovo do Richard Gere que leva um soco na cara ao tentar se passar com a Vivian, personagem de Julia Roberts.

Jerry Seinfeld, além de ser a mente por trás do programa, interpretava a si mesmo com verdadeira maestria, sendo seu personagem o elo de ligação entre todos os outros e suas narrativas individuais. Jerry é um comediante extremamente respeitado no meio artístico, tendo construído sua carreira apresentando-se em programas como o Tonight Show (com o lendário Johnny Carson) e o Late Show. Seu senso de humor – trivial, ácido e negro – foi o responsável pela elaboração do que é considerada a melhor sitcom de todos os tempos.

Com 180 episódios de bagagem, Seinfeld teve seu derradeiro adeus em maio de 1998, assistido por mais de 76 milhões de telespectadores.

Para quem cometeu a heresia de nunca ter dedicado meia-horinha para rir com o Jerry: a série é reprisada diariamente pelo Sony (de segunda a sexta, às 23:30hs).

Para os amantes do gênero, tem também no Sony, um especial do Saturday Night Live, com grandes momentos de Christopher Walken, na próxima semana! (Se não me engano, é dia 01/Nov, às 20:00hs).

sábado, 20 de outubro de 2007

Rita Hayworth come Cheetos e toma Coca-Cola! #1

Agatha Christie (1890-1976) é considerada um verdadeiro marco na história da literatura. Com mais de 80 obras traduzidas para mais de 100 idiomas, ela foi pioneira em seu gênero e em sua época. Suas obras são mundialmente conhecidas e conquista novos leitores mesmo depois de décadas do lançamento de suas publicações.

Com tanto sucesso alcançado, nada mais natural do que levar estes personagens e todo seu mundo de investigações criminais para além das páginas de um livro. Algumas peças teatrais e até mesmo filmes, como “Morte no Nilo” levaram toda sua genialidade para os palcos e para as telonas, no entanto, sem alcançar o mesmo êxito que obteve na literatura.

A obra de 1939, “O Caso dos Dez Negrinhos”, é considerada a grande obra-prima de Agatha Christie e, particularmente, aconselho qualquer pessoa interessada em leitura a dar uma chance a esta história. Como leitora fiel dos livros de Agatha Christie, confirmo que se trata de sua maior obra e sempre imaginei como seria ver nas telas do cinema este bem escrito enredo, onde os detalhes são as peças principais para a resolução do grande mistério.

“O Caso dos Dez Negrinhos”, que hoje ocupa os palcos londrinos como peça teatral, intitulada de “And then there were none”(“E então não sobrou nenhum”, tradução livre), é a história de 10 pessoas, que não se conhecem entre si, e que são levadas a uma ilha particular, sob diversos pretextos diferentes. Praticamente todas as pessoas chegam na mesma data, porém em momentos diferentes e começam a socializar entre si, enquanto aguardam os anfitriões da ilha, que até o momento, eles sequer conhecem.

É importante ressaltar que esta ilha particular é completamente desabitada, há apenas a mansão principal do lado oposto ao continente e, havendo limitados meios de comunicação na época, a única saída para qualquer pessoa que se encontre lá é aguardar um pequeno barco que traz mantimentos todos os dias de manhã até o local. O barco só não encosta na ilha em dias de temporais e chuvas fortes demais, que impedem qualquer embarcação de chegar perto das pedras em segurança.

No primeiro dia em que as 10 pessoas (inclusive os empregados) estão acomodadas na mansão, aguardando a chegada dos “donos da ilha”, há um evento inusitado. Agrupados na sala, as 10 pessoas puderam ouvir em alto e bom tom uma voz que vinha de um gramofone cuidadosamente escondido. Esta voz, nas palavras de Agatha Christie, vinha “inesperada, inumana e penetrante...”, e externava ao mundo tudo aquilo que aquelas pessoas mais desejavam guardar para si.

O nome de cada um dos personagens foi chamado, nome e sobrenome, denunciando-os por crimes cometidos anos antes, crimes que na justiça comum da época, jamais teriam obtido condenação de qualquer juiz ou júri. Eram crimes por negligência em sua maioria, porém não deixavam de ser crimes, afinal, como relata o livro, todas as pessoas se aproveitariam de alguma forma dos atos que cometeram; todos “deixaram acontecer” pois se beneficiariam e, portanto, foram coniventes com os crimes.

Depois dessa bombástica revelação, o clima de suspense é latente na ponta dos dedos que correm as páginas. Cada um dos 10 personagens encontra seu fim; os “dez negrinhos” têm sua morte associada a um versinho infantil homônimo ao livro. Um a um, todos vão morrendo, e ao constatar que estão verdadeiramente sós na ilha, “os negrinhos” restantes são tomados pela paranóia de que o “assassino” possa estar literalmente ao seu lado.

Tendo um passado escuso e personalidades alteradas pela tensão e pelo nervosismo, como leitores, somos imperceptivelmente induzidos a desconfiar de todos, sem exceção. A grande sacada do livro é podermos acompanhar o pensamento de cada um dos personagens, que naquele momento de total desespero e ausência de sangue-frio, reavaliam suas vidas e suas atitudes da maneira mais desesperadora possível. Desta forma, até conseguimos nos identificar e torcer para que nosso personagem favorito não seja o próximo cadáver ou mesmo o “assassino”. Toda a situação impõe uma reflexão ainda maior e mais intensa sobre os crimes que todos cometeram e pelos quais não pagaram. Para quem chega no epílogo, é interessante saber que as mortes se dão de acordo com o nível de remorso de cada um. O último personagem a morrer é a pessoa que mais se culpa silenciosamente pelo que fez e, naturalmente, é a pessoa mais abalada por tudo, lutando ininterruptamente contra um esgotamento nervoso.

Os momentos finais de cada personagem é uma espécie de “prestação de contas”, onde eles são obrigados a encarar suas ações e por fim, tomar responsabilidade por elas, pagando com suas próprias vidas.

Nos primeiros contatos que tive com LOST, foi inevitável não notar a semelhança entre as duas premissas. Na ilha mais famosa da TV, vemos desconhecidos encararem diariamente seus passados, tão complicados com a lei quanto os personagens de Agatha Christie. Ambas as obras têm uma espécie de “justiceiro”, que traz a morte para aqueles que encontram sua redenção ou que verdadeiramente arrependem-se de seus pecados. Porém já adianto que o “assassino” de Agatha Christie eram bem humano e não era nada parecido com o “Lostzilla”.

Para quem curte LOST, fica aí a dica da leitura. Agatha Christie nunca teve uma de suas obras tão bem adaptadas para fora dos livros, mesmo sem a intenção.